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A nova nostalgia: por que os anos 70 voltaram à casa contemporânea

Os anos 70 voltaram à decoração com novas cores, formas e texturas. Nesse movimento, o tapete ganha protagonismo ao traduzir grafismos e referências da época para o morar contemporâneo.


Sala lounge sofisticada com tapete orgânico, poltronas, sofá bege, obras na parede vinho, luz quente e plantas tropicais.
Wair de Paula e Áurea Carvalho na CasaCor Rio 2025 com Avanti Tapetes - modelo AG02 - MCA Estúdio

Tons terrosos, móveis baixos, volumes arredondados, superfícies táteis, geometrias marcantes. Basta observar os interiores, o design e até a moda dos últimos anos para perceber referências que parecem familiares. Os anos 70 estão novamente em cena - mas não exatamente como eram.

 

A década, conhecida pela liberdade estética e pela experimentação, deixou um repertório especialmente rico. Marrons, verdes, ferrugens e ocres dividiam espaço com estampas gráficas, madeira, vidro fumê, veludo, metais e formas generosas. No mobiliário, o conforto ganhava protagonismo com sofás mais baixos, modulares e envolventes. Na decoração, texturas, padrões e contrastes ajudavam a construir ambientes com personalidade.

 

Muitas dessas características voltaram a aparecer nos projetos contemporâneos. A Architectural Digest observa atualmente uma valorização de interiores com madeiras escuras, materiais táteis, iluminação mais atmosférica e referências ao design dos anos 1970 e 1980. Já a ELLE Decor apontou para 2026 o retorno de curvas, camadas de textura, cores mais profundas e peças vintage, em contraponto aos interiores excessivamente neutros que marcaram os últimos anos.


Sala moderna com sofá de couro e vista para montanhas; ao lado, banheiro xadrez amarelo com chuveiro dourado.
1: Projeto Michael Reynolds – foto Samuel Frost | 2: Studio Robert McKinley – foto Read McKendree

UM PASSADO QUE GANHA NOVAS PROPORÇÕES


O interesse pelos anos 70, porém, não significa recriar uma casa daquela época.

 

Na releitura atual, o laranja intenso, o excesso de padrões e os ambientes inteiramente coordenados dão lugar a referências mais pontuais. Um sofá de desenho arredondado pode conviver com uma arquitetura de linhas puras. O marrom aparece ao lado de tons claros. Uma padronagem geométrica pode assumir protagonismo em meio a uma composição mais suave. É justamente essa liberdade de combinar épocas que torna a estética tão contemporânea.

 

Peças emblemáticas do período também voltaram ao centro das atenções. Sofás como o Camaleonda, criado por Mario Bellini em 1970, e outros modelos modulares e generosos daquela década reapareceram nos interiores, enquanto marcas de design retomaram criações originalmente desenvolvidas nos anos 70. Mais recentemente, a procura por móveis de contornos macios e volumosos continua reforçando essa aproximação com o período.

 

O mesmo movimento atravessa a moda. Franjas, camurça, volumes mais soltos e referências boêmias associadas aos anos 70 voltaram às passarelas e ao street style, mostrando como os ciclos criativos frequentemente ultrapassam as fronteiras de um único nicho.


Sala moderna com sofá vermelho e pessoa borrada à esquerda; à direita, sofá marrom, piscina e jardim vistos pela abertura. Inspiração anos 70
1: Sofá Camaleonda, por Mario Bellini - projeto do Nomma Studio, foto Leonit Ibrahimi (divulgação) | 2: Projeto Jamie Bush, fotografia Yoshihiro Makino (Architectural Digest / divulgação)

POR QUE OLHAR NOVAMENTE PARA OS ANOS 70?


Talvez porque, por trás de sua imagem mais exuberante, exista algo especialmente atual nessa década: uma casa pensada para ser vivida.

 

Os interiores dos anos 70 valorizavam o estar, o encontro e o conforto. Sofás profundos, ambientes integrados, móveis modulares e superfícies agradáveis ao toque criavam uma atmosfera menos formal. Ao mesmo tempo, havia espaço para cor, arte, grafismos e escolhas pessoais.

 

Hoje, depois de um longo período dominado por ambientes neutros e extremamente depurados, voltamos a buscar casas com mais identidade, camadas e memória. Não necessariamente maximalistas, mas capazes de revelar alguma coisa sobre quem vive ali.

 

É nesse ponto que a nostalgia deixa de significar simplesmente saudade do passado e passa a funcionar como repertório.

 


Preview Century 2026, realizado na Casa Higienópolis, em São Paulo, com tapetes da Avanti | Fotografia: Marilia Ganassin


GEOMETRIA, TEXTURA E MEMÓRIA


A Coleção 2026 da Avanti Tapetes também percorre esse encontro entre diferentes tempos. Entre suas referências estão memórias dos anos 60 e 70, revisitadas a partir de uma linguagem contemporânea. Na coleção Geometria do Tempo, essa relação aparece de maneira especialmente clara.

 

Os modelos GT1 e GT2 exploram composições gráficas que criam ritmo, profundidade e movimento visual, em referência à arquitetura, às fachadas e à memória de pisos e lobbies de hotéis. Já GT3, GT4 e GT5 avançam sobre formas geométricas, linhas, contrastes e diferentes espessuras, criando ritmo e profundidade.

 

Não se trata de reproduzir uma estética dos anos 70, mas de recuperar algo de sua liberdade gráfica e reinterpretá-la para os interiores de hoje. Porque talvez seja exatamente essa a força dos bons repertórios: eles atravessam o tempo sem permanecer iguais.


  • GT1 Mocha
  • GT1 Vison
  • GT2
  • GT3
  • GT4
  • GT5

Modelos da coleção Geometria do Tempo - Em ordem, GT1 Mocha, GT1 Vison, GT2, GT3, GT4 e GT5


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